
Eventos de SST do eSocial: o que cada um informa e de onde vem o dado
S‑2210, S‑2220, S‑2221 e S‑2240 explicados pela origem da informação, não pelo leiaute.
Quatro eventos, quatro fontes
Os eventos de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) do eSocial são quatro. O S‑2210 comunica o acidente de trabalho, a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). O S‑2220 informa o monitoramento da saúde a partir de cada ASO (Atestado de Saúde Ocupacional). O S‑2221 trata do exame toxicológico do motorista profissional empregado, quando aplicável. O S‑2240 descreve as condições ambientais do trabalho e os agentes nocivos aos quais o trabalhador está exposto. Cada um nasce em um lugar diferente da empresa. É aí que a maioria dos problemas começa.
O S‑2240 é o mais sensível
O S‑2240 precisa refletir o inventário de riscos do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho). Ele alimenta o Perfil Profissiográfico Previdenciário eletrônico e a análise de aposentadoria especial. Quando alguém preenche o evento sem consultar os laudos, ou quando o laudo muda e o evento não, a empresa passa a declarar uma exposição que não corresponde à realidade. Essa divergência pode aparecer em fiscalização, em ação trabalhista ou em pedido de benefício previdenciário.
S‑2210 e S‑2220: prazo e rotina
A CAT deve ser comunicada até o primeiro dia útil seguinte ao acidente e, em caso de morte, imediatamente, conforme a Lei nº 8.213/1991. Isso exige um fluxo definido antes de o acidente acontecer: quem avisa, quem reúne os dados, quem transmite. O S‑2220 acompanha a rotina de exames ocupacionais. Cada ASO emitido precisa virar evento, com exames e datas corretos. Exame feito e não informado, ou informado com a função errada, gera inconsistências que se acumulam mês a mês.
Uma base, não quatro planilhas
Para a Tromboni, eSocial de SST não é tarefa de digitação. É consequência de uma gestão organizada. Quando cadastro, função, riscos, exames e laudos estão na mesma base, como no Sistema SOC, os eventos saem coerentes entre si. Quando cada área guarda a própria planilha, o retorno com erro vira rotina. A pergunta útil não é quem envia, e sim de onde vem cada dado e quem garante que ele está certo. A responsabilidade pelo conteúdo é sempre do empregador, mesmo com o envio terceirizado.


